A sensação de pisar em Sydney foi completamente diferente da que eu tive quando pisei em Melbourne.
Já eram quase 21:30 quando saí do aeroporto. No táxi até o centro da cidade, vi as ruas bem vazias. As poucas pessoas que caminhavam, se protegiam do vento forte que insistia em sacudir as árvores com toda a vontade. A escuridão em contraste com as luzes acesas das ruas dava uma sensação de calma e tranqüilidade.
Fui direto para o apartamento da amiga do Dave na George Street. Na verdade ela é ex-namorada dele, mas como ficou tudo numa boa, ele conseguiu uma vaga pra mim por uma semana. Muito legal!
Quando desci do táxi as coisas estavam mais agitadas. O movimento nas ruas, o cinema ali pertinho, os bares, os restaurantes... Antes de avisar a Kate que eu havia chegado, parei com as minhas duas malas na calçada da George Street e fiquei só observando.
Em Melbourne eu me senti completamente livre, uma sensação que não dá pra descrever.
Em Sydney, era como se eu já fizesse parte de tudo aquilo. Outra sensação indescritível.
Quando uma pessoa parou e perguntou se eu estava perdida, vi que quem estava sendo observada era eu. Comecei a puxar as duas malas até o hall de entrada do prédio e vi que uma das rodinhas estava faltando. Como isso foi acontecer? Procurei, mas deve ter ficado no táxi.
Na mesma hora a porta se abriu e um morador que estava de saída me ofereceu ajuda para entrar.
Eu ainda não sabia, mas minha viagem tomaria outro rumo a partir dali.
A primeira foto em Sydney só podia ser desta obra de arte! Ópera House!

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