segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Pie Floater

E não é que eu engordei mesmo? A comida deliciosa da Dotty fez uma nova vítima. Outro dia tive que ir até a Rundle Mall fazer umas comprinhas, porque nenhuma calça servia mais. Também pudera: vida tranquila, excelente comida... só podia dar nisso.

Mas não tenho do que me queixar. Vir para Adelaide foi uma ótima escolha. Primeiro porque a cidade é uma gracinha, bem arborizada, dá pra fazer um monte de coisas a pé,  tudo muito limpo e organizado, uma maravilha.

Segundo porque conhecer Dotty e Amy foi um presente mais do que especial. Fui recebida como se fosse membro da família e sou tratada com o maior carinho do mundo. Conhecer a história das duas e não se apaixonar por elas é praticamente impossível. Só não conto agora porque é história para um capítulo inteiro.


           Estou em um momento muito especial da minha viagem. Este é o período mais calmo desde que saí do Brasil e estou tendo mais tempo e menos distrações para avaliar as coisas. Sei que tinha planos de não ficar tantos meses em cada lugar, mas confesso que estou tendo certa dificuldade em ir embora. Não vejo isto como negativo, muito pelo contrário. As pessoas que tenho conhecido são tão especiais e o que tenho vivido é tão único, que o que eu quero mesmo é viver mais e mais.

Por isso resolvi não contar mais o tempo, apenas viver. Chega de calendário, chega de datas, chega de relógio!

Quer dizer, relógio eu vou precisar para não chegar atrasada no trabalho... rs  Mas chega de querer correr contra o tempo!
Enquanto isso, aproveito. Aliás, adorei o Adelaide Central Market, já fiz compras lá um monte de vezes. Carnes, frutas e verduras de primeira qualidade, dá vontade de comprar tudo! Também amei a pie floater, uma mania por aqui. É uma tigela de sopa de ervilha com uma torta de carne dentro, coberta com ketchup. Estão vendo como estou local? A combinação parece estranha para os brasileiros, mas o sabor é ótimo. E ajuda muito naqueles dias de ressaca braba.
Fica a dica!








domingo, 16 de outubro de 2011

Primeiras Sensações

Assim que cheguei ao saguão do aeroporto de Adelaide já vi rostos amigos. Na verdade era a primeira vez que via Dotty e Amy, mas pelo número de fotografias que Kate me mostrou, parecia que já conhecia as duas há muito tempo.


Quando respirei o ar de Adelaide pela primeira vez, a sensação foi de aconchego.


No caminho para Beulah Park, bairro onde vivem Dotty e Amy, fui percebendo que esta cidade era exatamente a que eu queria quando pensei em um lugar tranquilo, organizado e acolhedor. As casas tem aquele ar de interior, com um jardim na frente e muros bem baixinhos. Só comecei a ver prédios quando já estávamos na Grote Street, rua bem larga que corta o centro de Adelaide. Depois passamos pela Wakefield Road e um parque enorme tomou conta da paisagem.


“Esta é a Kensington Road. Estamos quase em casa.”, disse Amy.

“Cruzamos a cidade em 25 minutos. Isso é impossível neste horário em Sydney”, disse Dotty, toda orgulhosa.

“Se você estivesse no Rio de Janeiro ou em São Paulo neste horário, iria sentir saudades do trânsito de Sydney,” respondi rindo.



Meu novo endereço é Howard Street. Que rua gostosa! Bem arborizada, tranquila, segura... A casa é uma gracinha e meu quarto é um sonho!


Dotty e Amy me acolheram como se eu fosse da família. Já me senti super à vontade desde que cheguei. Foi assim com a Kate também, virou uma irmã desde o início.


A vida em Adelaide tem sido do jeito que eu queria. Apesar do friozinho, tenho acordado cedo e ajudado Dotty com os arranjos de flores. Ela possui uma pequena empresa de entrega de arranjos e estou ajudando tanto nas entregas como na confecção. Tem sido muito legal pra mim e rende uma graninha boa. Dotty, na verdade, não precisa mais trabalhar. Toda a família tem uma ótima situação, mas as flores são a vida dela. E está sendo um grande aprendizado conviver com ela.


E já que pego cedo no trabalho, no meio da tarde já estou livre para andar por aí. Amy já me levou em vários lugares e eu adoro sair por aí andando sem rumo. Adelaide é incrível porque ao mesmo tempo em que é uma cidadezinha calma do interior, também é agitada se você quiser. Tudo bem que depois das 2 da manhã é difícil encontrar algum bar aberto, mas mesmo assim dá pra se divertir. E o transporte é a bicicleta. Adoro fazer o que eu puder de bicicleta. A paisagem ajuda muito e as distâncias são tranquilas, já que Adelaide não tem todas aquelas ladeiras como Sydney. Aqui é tudo plano.  


Estou adorando este clima de calmaria, está fazendo muito bem pra mim. Conheci várias pessoas especiais, inclusive brasileiros, é claro.



Hmmm... Que cheirinho de torta! Deve ser Dotty de novo... Deste jeito vou engordar horrores aqui em Adelaide!

Até já!