E não é que eu engordei mesmo? A comida deliciosa da Dotty fez uma nova vítima. Outro dia tive que ir até a Rundle Mall fazer umas comprinhas, porque nenhuma calça servia mais. Também pudera: vida tranquila, excelente comida... só podia dar nisso.
Mas não tenho do que me queixar. Vir para Adelaide foi uma ótima escolha. Primeiro porque a cidade é uma gracinha, bem arborizada, dá pra fazer um monte de coisas a pé, tudo muito limpo e organizado, uma maravilha.
Segundo porque conhecer Dotty e Amy foi um presente mais do que especial. Fui recebida como se fosse membro da família e sou tratada com o maior carinho do mundo. Conhecer a história das duas e não se apaixonar por elas é praticamente impossível. Só não conto agora porque é história para um capítulo inteiro.
Estou em um momento muito especial da minha viagem. Este é o período mais calmo desde que saí do Brasil e estou tendo mais tempo e menos distrações para avaliar as coisas. Sei que tinha planos de não ficar tantos meses em cada lugar, mas confesso que estou tendo certa dificuldade em ir embora. Não vejo isto como negativo, muito pelo contrário. As pessoas que tenho conhecido são tão especiais e o que tenho vivido é tão único, que o que eu quero mesmo é viver mais e mais.
Por isso resolvi não contar mais o tempo, apenas viver. Chega de calendário, chega de datas, chega de relógio!
Quer dizer, relógio eu vou precisar para não chegar atrasada no trabalho... rs Mas chega de querer correr contra o tempo!
Enquanto isso, aproveito. Aliás, adorei o Adelaide Central Market, já fiz compras lá um monte de vezes. Carnes, frutas e verduras de primeira qualidade, dá vontade de comprar tudo! Também amei a pie floater, uma mania por aqui. É uma tigela de sopa de ervilha com uma torta de carne dentro, coberta com ketchup. Estão vendo como estou local? A combinação parece estranha para os brasileiros, mas o sabor é ótimo. E ajuda muito naqueles dias de ressaca braba.
Fica a dica!
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